O curso de extensão “Formação para a defesa e Direitos Humanos: o debate jurídico e a Segurança Pública” é uma parceria entre o Instituto Vladimir Herzog e o BONDE – coletivo de pesquisa sobre violências, sociabilidades e mobilidades urbanas do Programa de Sociologia do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tal iniciativa é voltada para pessoas que tenham interesse no debate da segurança pública e nas lutas contra a violência de Estado, incluindo pesquisadores(as), professores(as), moradores(as) de favelas, integrantes de movimentos sociais e/ou agentes estatais interessados(as).
A formação busca articular os saberes emergentes das lutas com a produção acadêmica e tem como objetivo principal promover uma formação crítica sobre os paradigmas da segurança pública no Brasil, considerando os impactos históricos e contemporâneos da violência de Estado, da militarização dos territórios e da atuação de grupos armados na conformação das dinâmicas de controle e exclusão social. Tendo como base uma abordagem interseccional, antirracista e feminista dos direitos humanos, a formação prevê a mobilização de grupos e coletivos cujas atuações possam ser beneficiadas pelo aperfeiçoamento de ferramentas conceituais e práticas para lidar com situações de violações de direitos.

Eixo 1
Maria Dalva da Silva é uma ativista brasileira que é referência na luta por memória e justiça para vítimas da violência de Estado. Tornou-se conhecida nacionalmente após o assassinato de seu filho, Thiago da Costa Correia da Silva, morto por policiais militares em 16 de abril de 2003, episódio que ficou conhecido como Chacina do Borel.A partir dessa tragédia, Dalva transformou o luto em mobilização política.

Eixo 1
Professora adjunta do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui graduação em Ciências Sociais pela UERJ, mestrado em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da mesma universidade (PPCIS/Uerj) e doutorado em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia.

Eixo 2
Gizele Martins é uma comunicadora da Favela da Maré, Rio de Janeiro (BR), antirracista e defensora do direito à vida e dos territórios formada em jornalismo pela PUC-Rio, mestre em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas pela UERJ, doutoranda em Comunicação e Cultura do Programa de Pós-Graduação da ECO/UFRJ (Brasil) e doutoranda na ICNOVA Lisboa (Portugal).

Eixo 2
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS-UERJ). Doutorando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). No CESeC, coordena a área de pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança, além de participar de pesquisas relacionadas aos temas de juventude, gestão e modelos de policiamento, análise de índices criminais, mídia e violência.

Eixo 3
Professor adjunto do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ). Tem graduação em História (PUC-Rio), mestrado em História Social da Cultura (PUC-Rio) e doutorado em Sociologia (IESP/UERJ). Foi pesquisador de pós-doutorado da Comissão da Memória e da Verdade da UFRJ (FUJB) e do IESP/UERJ (FAPERJ).

Eixo 3
Doutora em Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Pesquisadora do Cidades - Núcleo de Pesquisa Urbana/UERJ e
Integrante do Comitê Cidadania, Violência e Gestão Estatal da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Desenvolve trabalhos com os temas militarização, raça e gênero, violência urbana e estatal, cartografia social, juventudes e favelas.

Eixo 4
Cecília Olliveira é jornalista, pós-graduada em Criminalidade e Segurança Pública pela UFMG. Cursou Políticas de Drogas, VIH e direitos humanos, pela Intercambios Asociación Civil e La Cobertura Del Narcotráfico, pela University of Texas in Austin e Latin American Advocacy Fellowship Program on Drug Policy Reform, como bolsista da Open Society, em Londres.
É Diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo - ABRAJI.

Eixo 4
Construiu sólida trajetória na área de criminalística e perícia forense. Atuou por mais de duas décadas como perito criminal na Polícia Civil do Distrito Federal, com experiência em crimes contra a pessoa, documentoscopia, grafoscopia, locais de crime e acidentes aeronáuticos, tendo também formação pelo Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos. Após a aposentadoria, passou a atuar como perito judicial junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, além de exercer atividades como assistente técnico e consultor.